O que fazer em Cuiabá MT: centro histórico, Chapada dos Guimarães, Pantanal Norte e como chegar de ônibus. Guia completo da capital mato-grossense.
Cuiabá MT: O Que Fazer — Porta do Pantanal
Cuiabá MT: O Que Fazer na Porta de Entrada do Pantanal
Cuiabá tem uma localização que resume boa parte do que torna o Centro-Oeste brasileiro fascinante: fica próxima ao Pantanal Norte, um dos maiores santuários de vida selvagem do planeta, e a poucos quilômetros da Chapada dos Guimarães, com seus cânions, cachoeiras e formações rochosas avermelhadas. A capital mato-grossense, apelidada de “Cidade Verde” pela arborização, funciona tanto como destino em si quanto como base estratégica para dois dos ecossistemas mais importantes do Brasil.
O clima é tropical, com verões quentes e chuvosos e um inverno seco e ameno — a melhor época para visitar tanto a cidade quanto o Pantanal e a Chapada.
O Centro Histórico de Cuiabá
Catedral Basílica de Nossa Senhora do Bom Despacho — a principal igreja da cidade, com fachada imponente no coração do centro histórico.
Museu Histórico de Mato Grosso — instalado num prédio antigo, narra o desenvolvimento da região desde os primeiros habitantes até a colonização.
Casa do Artesão — o lugar certo para conhecer e comprar peças de artesanato local, valorizando produtores da região.
Orla do Porto — às margens do Rio Cuiabá, com 1.350 metros de extensão, é um dos passeios mais agradáveis da cidade, com boa estrutura de bares e restaurantes para o entardecer.
Parque Mãe Bonifácia — área verde urbana com trilhas, boa para caminhada e contato com a fauna do Cerrado dentro da própria cidade.
Chapada dos Guimarães: A Excursão Obrigatória
A cerca de 65km de Cuiabá, a Chapada dos Guimarães é um dos destinos de ecoturismo mais impressionantes do Centro-Oeste, com cânions, cachoeiras, formações rochosas de arenito avermelhado e sítios arqueológicos.
Véu de Noiva — a cachoeira mais famosa da região, com queda de mais de 60 metros e mirante de fácil acesso.
Cidade de Pedra — formações rochosas que lembram construções urbanas, um cenário quase surreal em meio ao Cerrado.
Mirante do Ponto Final — um dos pores do sol mais conhecidos do Centro-Oeste, com vista para o vale abaixo do planalto.
A Chapada dos Guimarães é feita como excursão de um dia a partir de Cuiabá, com boa estrutura de agências que organizam roteiros incluindo transporte.
Pantanal Norte: Vida Selvagem em Estado Puro
Cuiabá é a principal porta de entrada para o Pantanal Norte, a região do maior pantanal do mundo que fica em Mato Grosso (o Pantanal Sul, mais conhecido turisticamente, fica em Mato Grosso do Sul).
Os passeios ao Pantanal Norte geralmente saem de Cuiabá em direção a Poconé e à Estrada Parque Transpantaneira, uma estrada de terra elevada que atravessa o pantanal e é famosa pela concentração de fauna visível diretamente da estrada — jacarés, capivaras, araras e, com sorte, a onça-pintada, o animal símbolo do bioma.
A melhor época para observação de fauna é a seca (maio a setembro), quando os animais se concentram perto dos poucos corpos d’água remanescentes, tornando o avistamento mais fácil.
Gastronomia Mato-Grossense
A comida de Cuiabá tem forte influência indígena e ribeirinha. O peixe pintado e outros peixes de água doce aparecem grelhados ou na mojica (um tipo de caldo). A galinhada — arroz com galinha caipira e temperos regionais — e a Maria Isabel (carne seca com arroz e farofa de banana) são pratos típicos. O furrundu, doce de mamão verde, fecha bem a refeição.
Quando Ir
O inverno seco (maio a setembro) é a melhor época tanto para a cidade quanto para os passeios à Chapada dos Guimarães e ao Pantanal — dias de sol, menos chuva e melhor observação de fauna no Pantanal. O verão (dezembro a março) é quente e chuvoso, com paisagens mais verdes mas trilhas mais difíceis.
Como Chegar em Cuiabá
De carro, Cuiabá fica a cerca de 1.140km de São Paulo e 890km de Brasília por rodovias federais.
De ônibus, a Viaje Guanabara opera para Cuiabá com origens em diversas regiões do Brasil. O desembarque é no Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, na zona oeste da cidade, com estrutura de guichês, praça de alimentação e conexão para o transporte urbano.
- Veja horários e origens disponíveis para Cuiabá diretamente no site da Viaje Guanabara.
Antes de comprar, confira a página de ofertas da Viaje Guanabara para promoções ativas nas rotas do Centro-Oeste.
Perguntas Frequentes sobre Cuiabá
Quantos dias são necessários para Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Pantanal?
Um roteiro completo pede pelo menos 5 dias: 1-2 dias na cidade, 1-2 dias na Chapada dos Guimarães (pode ser feita em excursão de um dia) e 2-3 dias no Pantanal Norte para observação de fauna com qualidade.
Qual a melhor época para ver animais no Pantanal?
A seca (maio a setembro) é a melhor época — os animais se concentram perto dos poucos corpos d’água remanescentes, facilitando a observação de jacarés, capivaras, araras e, com sorte, onças-pintadas.
Cuiabá é a porta de entrada para qual Pantanal?
Para o Pantanal Norte, que fica em Mato Grosso. O Pantanal Sul, com acesso mais famoso via Campo Grande e Bonito, fica em Mato Grosso do Sul — são regiões diferentes do mesmo bioma.
O que é a Estrada Parque Transpantaneira?
Uma estrada de terra elevada que atravessa o Pantanal Norte a partir de Poconé, famosa pela concentração de fauna selvagem visível diretamente da estrada, sem necessidade de trilha.
Vale a pena ir à Chapada dos Guimarães em excursão de um dia?
Sim, é a forma mais comum de conhecer a região a partir de Cuiabá. Para quem quer explorar com mais calma, uma noite hospedado na Chapada permite ver o nascer e o pôr do sol nos mirantes sem a pressa do bate-volta.
Fontes: Secretaria de Turismo de Mato Grosso, ICMBio — Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Prefeitura de Cuiabá, IBGE.

Jornalista formada pela PUC-Rio, Júlia Farias nasceu em Fortaleza e guarda como primeira memória de viagem a sensação de adormecer dentro de um ônibus noturno saindo do Ceará em direção ao Recife, com a mãe ao lado. Cresceu achando que as estradas do Nordeste eram o Brasil de verdade. Quando foi estudar jornalismo no Rio, descobriu que a maioria das pessoas do Sudeste não sabia o que havia entre Fortaleza e Salvador. Decidiu fazer carreira contando exatamente isso. Acumula mais de uma década escrevendo sobre destinos brasileiros. Trabalhou em revista especializada, portal de notícias e foi editora de turismo antes de decidir que escrevia melhor quando ela mesma fazia as viagens. Viaja de ônibus por convicção: foi dentro de um ônibus que o Nordeste se tornou compreensível para ela pela primeira vez. Já visitou todos os 26 estados do Brasil.
