O que fazer em Florianópolis SC: melhores praias, centro histórico e como chegar de ônibus. Guia completo da capital catarinense conhecida como Ilha da Magia.
Florianópolis SC: O Que Fazer na Ilha da Magia
Florianópolis SC: O Que Fazer na Ilha da Magia
Florianópolis tem uma particularidade que poucas capitais brasileiras compartilham: metade da cidade fica numa ilha com mais de 100 praias catalogadas, e a outra metade no continente, ligadas por pontes que já viraram cartão-postal. O apelido “Ilha da Magia” não é força de expressão turística — vem da combinação real de praias de todos os perfis, uma cultura açoriana preservada há séculos e uma qualidade de vida que consistentemente coloca a cidade entre as mais bem avaliadas do Brasil.
Para quem visita pela primeira vez, a mistura de opções pode confundir: tem praia para família, praia para surfista, praia para quem quer vida noturna e praia para quem só quer sossego. Este guia organiza por perfil para facilitar a escolha.
As Praias por Perfil
Praias do Norte — família e estrutura
Jurerê Internacional, Canasvieiras e Praia dos Ingleses têm o mar mais calmo da ilha (protegido pela baía) e a melhor estrutura de quiosques, restaurantes e hospedagem. São as praias mais indicadas para quem viaja com crianças ou busca conforto.
Praias do Leste — ondas e surfe
Praia Mole e Praia da Joaquina enfrentam o mar aberto e têm ondas fortes, sendo os points de surfe da cidade. A Joaquina também é famosa pelas dunas, onde se pratica sandboard. É também uma área com boa vida noturna nos meses de verão.
Praias do Sul — mais preservadas
Praia da Armação e Praia da Guarda do Embaú (já em Palhoça, cidade vizinha) têm menos estrutura e mais natureza preservada, com dunas e lagoas. Ideais para quem busca menos movimento.
Ilha do Campeche — acessível por barco a partir da Praia dos Barcos ou Campeche, é considerada uma das praias mais bonitas do Brasil, com águas cristalinas e formações rochosas com inscrições rupestres.
O Centro Histórico
O Mercado Público de Florianópolis, no centro, reúne os melhores restaurantes de frutos do mar da cidade e é o lugar certo para experimentar a gastronomia local — camarão, ostra e a tradicional sequência de frutos do mar açoriana.
A Catedral Metropolitana e a Praça XV de Novembro, ao redor, formam o núcleo histórico da cidade, com arquitetura que remonta à colonização açoriana do século XVIII.
A Ponte Hercílio Luz, inaugurada em 1926, é o símbolo mais fotografado de Florianópolis — uma ponte pênsil que liga a ilha ao continente, hoje aberta apenas para pedestres e ciclistas em horários específicos, com um mirante que oferece uma das melhores vistas da baía.
Cultura Açoriana
Florianópolis foi colonizada por imigrantes das Ilhas Açores, em Portugal, no século XVIII, e essa herança aparece nas vilas de pescadores que ainda resistem dentro da ilha — como Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, com igrejas coloniais, casas de pescadores e restaurantes especializados em ostras, cultivadas na baía desde a tradição açoriana.
Vida Noturna e Gastronomia
Os bairros de Lagoa da Conceição concentram boa parte da vida noturna e da gastronomia contemporânea da cidade, com bares e restaurantes ao redor da lagoa que dá nome ao bairro. É também ponto de partida para praticar stand-up paddle e caiaque nas águas calmas da lagoa.
Quando Ir
O verão (dezembro a março) é a alta temporada, com praias cheias e vida noturna intensa — e preços de hospedagem no pico do ano. O outono (abril a junho) e a primavera (setembro a novembro) oferecem clima ainda agradável, praias mais vazias e preços mais em conta. O inverno (junho a agosto) é frio para banho de mar mas ótimo para conhecer o centro histórico, a gastronomia e as vilas açorianas sem multidão.
Como Chegar em Florianópolis
De carro, a cidade fica a cerca de 700km de São Paulo (8 a 9h) e 470km de Curitiba (5h) pela BR-101.
De ônibus, a Viaje Guanabara opera para Florianópolis com saídas de diversas origens, com desembarque no Terminal Rodoviário Rita Maria, no centro da cidade — de onde é fácil seguir para as diferentes regiões da ilha por transporte público ou aplicativo.
- De São Paulo — veja horários disponíveis
- De Curitiba — confira as opções
Vale conferir a página de ofertas da Viaje Guanabara para promoções ativas nos trechos com destino a Florianópolis.
Perguntas Frequentes sobre Florianópolis
Qual a melhor praia de Florianópolis para família?
As praias do Norte — Jurerê Internacional, Canasvieiras e Praia dos Ingleses — têm mar mais calmo e melhor estrutura, sendo as mais indicadas para viagem em família.
Quantos dias são necessários para conhecer Florianópolis?
Cinco a sete dias permitem conhecer praias de diferentes regiões da ilha, o centro histórico e as vilas açorianas sem pressa. Um fim de semana cobre uma região específica.
Qual a melhor época para visitar Florianópolis?
O verão (dezembro a março) é ideal para praia, mas mais caro e cheio. O outono e a primavera oferecem clima agradável com menos movimento. O inverno é melhor para cultura e gastronomia do que para praia.
Dá para conhecer Florianópolis sem carro?
Sim, mas com limitações. O transporte público conecta o centro às principais praias, mas para regiões mais afastadas como o Sul da Ilha, um carro ou aplicativo de transporte facilita bastante.
O que é a Ilha do Campeche?
Uma ilha próxima à costa de Florianópolis, acessível por barco, com águas cristalinas e formações rochosas com inscrições rupestres pré-históricas. É considerada uma das praias mais bonitas do Brasil.
Fontes: Prefeitura de Florianópolis (pmf.sc.gov.br), Santur — Santa Catarina Turismo, IPHAN, IBGE.

Jornalista formada pela PUC-Rio, Júlia Farias nasceu em Fortaleza e guarda como primeira memória de viagem a sensação de adormecer dentro de um ônibus noturno saindo do Ceará em direção ao Recife, com a mãe ao lado. Cresceu achando que as estradas do Nordeste eram o Brasil de verdade. Quando foi estudar jornalismo no Rio, descobriu que a maioria das pessoas do Sudeste não sabia o que havia entre Fortaleza e Salvador. Decidiu fazer carreira contando exatamente isso. Acumula mais de uma década escrevendo sobre destinos brasileiros. Trabalhou em revista especializada, portal de notícias e foi editora de turismo antes de decidir que escrevia melhor quando ela mesma fazia as viagens. Viaja de ônibus por convicção: foi dentro de um ônibus que o Nordeste se tornou compreensível para ela pela primeira vez. Já visitou todos os 26 estados do Brasil.
