Serra da Canastra MG: nascente do Rio São Francisco, Cachoeira Casca D’Anta e queijo artesanal. Guia completo de um dos parques mais bonitos do Brasil.
Serra da Canastra MG: Guia Completo do Parque
Serra da Canastra MG: Guia Completo do Parque Nacional
A Serra da Canastra abriga um dos marcos naturais mais importantes do Brasil: a nascente histórica do Rio São Francisco, o “Velho Chico”, que nasce ali entre chapadas de cerrado antes de percorrer mais de 3.000km até desaguar no litoral nordestino. Além da nascente, o parque tem uma das cachoeiras mais altas do país e é o berço de um dos queijos artesanais mais premiados internacionalmente.
O Parque Nacional da Serra da Canastra
Criado em 1972, o parque tem mais de 200 mil hectares distribuídos por seis municípios, com a maior parte da área e os atrativos mais visitados dentro do território de São Roque de Minas, considerado o principal ponto de acesso e hospedagem da região.
Cachoeira Casca D’Anta — com mais de 180 metros de queda, é uma das cachoeiras mais altas do Brasil, dividida em uma parte alta e uma parte baixa, ambas acessíveis por trilhas dentro do parque.
Nascente Histórica do Rio São Francisco — o ponto simbólico onde nasce um dos rios mais importantes do Brasil, cercado por vegetação de cerrado preservada.
Cachoeira do Rio São Francisco — outra queda expressiva dentro dos limites do parque, com cerca de 186 metros de altura.
O Queijo Canastra
São Roque de Minas é reconhecida como a capital do queijo artesanal da região, com o Queijo Canastra recebendo prêmios internacionais e sendo produzido há mais de um século pela mesma tradição de fazendas familiares. Diversas fazendas produtoras abrem as portas para visitação, mostrando o processo desde a ordenha até a maturação, com degustação ao final.
Trilhas e Atividades
Além das cachoeiras principais, a região tem opções de rapel, canyoning e trilhas de diferentes níveis de dificuldade, além de observação de fauna — o cerrado da Canastra abriga espécies ameaçadas de extinção, incluindo o lobo-guará.
Quando Ir
A estação seca (maio a setembro) é a mais recomendada, com trilhas em melhores condições e céu mais limpo para observação noturna — a região tem baixa poluição luminosa e costuma proporcionar noites estreladas notáveis. A estação chuvosa (outubro a abril) deixa as cachoeiras mais volumosas, mas as estradas de acesso, muitas de terra, ficam mais difíceis de trafegar.
Como Chegar na Serra da Canastra
A região do parque não tem acesso rodoviário direto de longa distância — o caminho mais comum é chegar a São Paulo ou Belo Horizonte e seguir por conexão regional até Piumhi ou diretamente até São Roque de Minas, geralmente pela rodovia MG-050.
A Viaje Guanabara opera para São Paulo e Belo Horizonte com origens de diversas regiões do Brasil — consulte horários em viajeguanabara.com.br. A partir dessas cidades, empresas regionais fazem o trecho final até a região da Serra da Canastra.
Vale conferir a página de ofertas da Viaje Guanabara para promoções ativas nos trechos até São Paulo e Belo Horizonte.
Para quem prefere, o acesso de carro próprio ou aluguel a partir dessas cidades costuma ser a opção mais prática para explorar as estradas de terra dentro do parque com mais liberdade.
Perguntas Frequentes sobre a Serra da Canastra
Onde fica a nascente do Rio São Francisco?
Dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra, próxima ao município de São Roque de Minas, em Minas Gerais.
Qual a melhor época para visitar a Serra da Canastra?
A estação seca, de maio a setembro, com trilhas em melhores condições e céu mais limpo para observação das estrelas.
Como chegar na Serra da Canastra sem carro próprio?
O caminho mais comum é chegar a São Paulo ou Belo Horizonte de ônibus e seguir por empresa regional até Piumhi ou São Roque de Minas.
Vale a pena visitar as fazendas de queijo Canastra?
Sim, é uma das experiências mais características da região, com visitação ao processo de produção e degustação incluída na maioria dos roteiros.
Fontes: ICMBio — Parque Nacional da Serra da Canastra, Prefeitura de São Roque de Minas, Minas Gerais Turismo.

Jornalista formada pela PUC-Rio, Júlia Farias nasceu em Fortaleza e guarda como primeira memória de viagem a sensação de adormecer dentro de um ônibus noturno saindo do Ceará em direção ao Recife, com a mãe ao lado. Cresceu achando que as estradas do Nordeste eram o Brasil de verdade. Quando foi estudar jornalismo no Rio, descobriu que a maioria das pessoas do Sudeste não sabia o que havia entre Fortaleza e Salvador. Decidiu fazer carreira contando exatamente isso. Acumula mais de uma década escrevendo sobre destinos brasileiros. Trabalhou em revista especializada, portal de notícias e foi editora de turismo antes de decidir que escrevia melhor quando ela mesma fazia as viagens. Viaja de ônibus por convicção: foi dentro de um ônibus que o Nordeste se tornou compreensível para ela pela primeira vez. Já visitou todos os 26 estados do Brasil.
